1coríntios 1:18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

domingo, 11 de janeiro de 2009


OS SERES HUMANOS E ZEUS

Diz-se que os animais foram os primeiros a serem feitos.

Uns se viram dotados pelo dom de força, outros de velocidade, outros ainda de um par de asas.

O homem, que permanecia nu, disse ao deus: Só eu não fui aquinhoado com nada.

Mas Zeus lhe respondeu: Não te dás conta do presente que te dei?

No entanto, foste tu que recebeste o mais belo.

Recebeste a razão, cujo poder é grande entre os deuses e os homens: quem pode mais e quem é mais rápido?

Reconhecendo que se tratava de um belo presente, o homem se inclinou e se afastou agradecido.

O deus honrou todos os homens dando-lhes a razão: mas alguns não se dão conta da honra
que lhes foi concedida e preferem invejar os animais que não têm razão nem sentimento.

O legendário Esopo, a mais de dois mil anos, um personagem quase mítico do século VI
a.c, enche nosso imaginário com fábulas brilhantes.

Nesta fábula, o sábio nos guia, por ambos caminhos com discernimento
para encontrar a razão pela qual viver?

O mundo continua a conviver com as vicissitudes econômica e sócias que tanta assolam os menos favorecidos.

O ser humano vive hoje, consciente ou inconscientemente, o drama do absenteísmo moral e
ético em não favorecer o que é justo e legal, satisfazendo em primeira instância o seu próprio
eu, estagnando assim a ordem e o progresso,que deveriam ser comum a todos.

Em síntese, a solução para vivermos em um mundo melhor está em renovar as mentes e transformar as atitudes e intenções materialista que intrinsecamente inflamam o coração.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O princípio do sucesso


As decisões de hoje são as responsáveis pela construção do amanhã
Por: Paulo Angelim

Quero chamá-lo a fazer um exercício de visualização.

Olhe para trás em sua jornada de vida, visualize decisões tomadas no passado e que até hoje repercutem em sua existência.

Permita-se fazer um balanço das várias decisões que tomou, em todas as dimensões da vida, e que lhe trouxeram conseqüências positivas ou negativas, sentidas e vividas até hoje.

Rapidamente você chegará a algumas conclusões.

Uma delas - talvez a mais importante - mostrará que você é produto das decisões que tomou.

Você foi, é e sempre será o responsável direto por sua vida.

Não adianta tentar transferir isso para terceiros, justificando que seu insucesso se deveu ao chefe, ao cônjuge, aos pais etc.

Se você se considera responsável por seus grandes feitos, por favor, seja coerente e também assuma suas pequenas ou grandes quedas.

Elas são suas. Mesmo que alguém tenha colocado o pé em seu caminho para fazê-lo tropeçar, ainda assim, a responsabilidade de olhar para onde anda é sua.

Se tivesse visto, talvez não tivesse tropeçado.

O bem-sucedido encara uma situação dessas e não diz "a culpa é dos boicotadores e sabotadores de plantão".

Pelo contrário, ele afirma: "já que eles existem, vou ficar mais atento por onde ando."

Eu sei que no desenvolvimento de suas decisões um sem-número de variáveis incontroláveis interferiu na dinâmica desse processo, o que talvez tenha alterado significativamente aquela sua intenção inicial, quando estava tomando a decisão de ir pelo caminho A ou B.

Mesmo assim, você sempre teve nas mãos o poder de fazer ajustes, recuar, corrigir rotas ou avançar mais rápido.

Ou seja, é certo que teve em mãos o poder de fazer escolhas - não ilimitadamente, é lógico!Partindo desse princípio, é fácil concluir que suas decisões de hoje serão as grandes responsáveis pela construção de seu amanhã.

Parece muito óbvio, mas é incrível como pessoas, quase inconscientemente, renegam essa verdade e expressam sua negação através de palavras como "tomara", "espero", "quem sabe", "Deus permita" e por aí vai. Sim, é lógico que não existem certezas em nossos planos.

Mas nem por isso podemos usar essa desculpa para justificar que não podemos, melhor dizendo, não devemos ser resolutos e determinados na busca de algo.

"Vou começar e ver no que vai dar" é discurso de derrotados, de frágeis perdedores.Não estou em busca de fórmulas mágicas que garantam alcançar o sucesso.

Essas fórmulas não existem. O imponderável é real, concreto e inexorável.

Também não adianta transferir para Deus a responsabilidade dos atos que são seus. Deus não é injusto. Ele não superprotege.

Ele não quer filhos débeis e frágeis, mas sim servos responsáveis. Em síntese, Deus entra nesse jogo dando-nos discernimento para fazermos as melhores escolhas, uma vez que nossa visão é limitada.

Mas as decisões ainda assim precisarão ser tomadas por você.Abra os olhos para assumir a responsabilidade intransferível de construir seu futuro de sucesso, de crescimento, de conquistas, através das escolhas que você tem de fazer hoje. Ore, e tome-as.Seu futuro bem-sucedido depende disso.

O dia é hoje. A hora é agora. Você é a pessoa.Paulo Angelim é consultor e palestrante, autor dos livros Morra e mude, Desenvolvimento profissional e Seja você o campeão em vendas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

CURA E MORTE ESTÃO NA PALAVRA



A seqüência de textos de provérbios que estão transcritas a seguir tem um ponto em comum: o poder que emana do interior humano em razão de seus pensamentos, valores, sentimentos, humor e atitude.

Desse modo, o livro de Provérbios nos ensina que é do interior do homem que procedem a vida e a morte; e que ambas têm a ver com as construções do espírito, as quais têm na palavra a sua manifestação mais intensa de expressão e de poder.

Não se está falando da Palavra de Deus como revelação, mas da palavra do homem como fenômeno inerente à sua dimensão espiritual criadora de bem de mal.

Portanto, se está falando da energia interior, e que tem na palavra a sua manifestação mais explicita.

Se você der crédito ao que lerá poderá mudar de vida e entrar numa dimensão de proteção contra o mal [como prevenção], e de criação do bem como confissão do ser sincero no o que diz e almeja de bom.

Desse modo, veja o que em você existe pelo que de você procede.



A ansiedade no coração do homem o abate; mas uma boa palavra o alegra. Provérbios 12:25 – Assim o contraponto da ansiedade é a palavra que alegra e que esperança o ser.

O que despreza a palavra traz sobre si a destruição; mas o que teme o mandamento será galardoado. Provérbios 13:13 – Assim, há poder de prevenção do mal e de provocação do bem em toda palavra de sabedoria.


A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15:1 – Assim, a palavra é o escudo do sábio que por ela desvia todo o furor que contra ele se levante.

O homem alegra-se em dar uma resposta adequada; e a palavra a seu tempo quão boa é! Provérbios 15:23 – Assim, usar a palavra para o que é bom acaba por ser a grande alegria daquele que cura pela boca.

O que atenta prudentemente para a palavra prosperará; e feliz é aquele que confia no Senhor. Provérbios 16:20 – Assim, a palavra de confiança e a confiança na palavra são os pavimentos de toda sadia prosperidade.


Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. Provérbios 25:11 – Assim, a palavra é ornamento que procede do coração e que tem o poder de embelezar a vida.

Toda palavra de Deus é pura; ele é um escudo para os que nele confiam. Provérbios 30:5 – A palavra pura, sem mentira, é de Deus; e é escudo para aquele que a usa em verdade.

[As palavras da sabedoria] são vida para os que as encontram, e saúde para todo o corpo. Provérbios 4:22 – Assim, a coerência com o mandamento da sabedoria harmoniza todo o ser e faz bem ao corpo, criando uma somatização de saúde.

Palavras suaves são como favos de mel, doçura para a alma e saúde para o corpo. Provérbios 16:23 – Assim, a boa palavra enternece o ser e, pela doçura, cura o que a fala e cura os que ouvem.

O coração alegre serve de bom remédio; mas o espírito abatido seca os ossos. Provérbios 17:22 – Assim, o pensar grato cria o remédio do coração, enquanto o pensar depressivo seca a alma.

Porque [palavras de sabedoria] são vida para os que as encontram, e saúde para todo o seu corpo. Provérbios 4:22 – Assim, palavra, vida e saúde não se separam.

Há palrador cujas palavras ferem como espada; porém a língua dos sábios traz saúde. Provérbios 12:18 – Assim, um mata e outro cura com o que diz.

Palavras suaves são como favos de mel, doçura para a alma e saúde para o corpo. Provérbios 16:23 – Assim seja!




Você fala?

O que fala?

Como fala?

Por que fala?

Pra quê fala?

Quando fala?

O que diz quando fala?

O que diz mesmo quando não fala?

O que você anda construindo com a boca?

Isto é sério!

Você crê?


Caio fabio

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

RELIGIÃO NÃO! ESPIRITUALIDADE SIM!

Em Jerusalém um amigo judeu de muitos anos, que já foi meu guia, mas que se tornou amigo mesmo [ele meu e eu dele], me disse que pastores brasileiros chegam lá, e, uma vez indagados por mim, dizem, entre outras coisas, que eu deixei a “religião cristã”.

Meu amigo judeu então lhes diz:

“Mas ele nunca acreditou em religião. Ele apenas sempre creu em espiritualidade, não em religião. E a espiritualidade na qual ele crê não é a dos cristãos, mas sim a de Jesus”.

Ora, depois chegam lá os crentes tapados querendo “evangelizar judeus”, sem nem mesmo saberem fazer distinções básicas, as quais, para muitos deles, como meu amigo, são sutilizas essenciais, especialmente para quem, em nome da religião cristã, sofreu milênios pelo crime religioso de os judeus terem entregue Jesus aos romanos para que esses o executassem; crime esse que até hoje é discutido, o qual, no curso dos tempos, colocou os judeus sendo “judiados” pelos cristãos de todos os modos e formas possíveis, culminando no holocausto da II Guerra.

De fato, meu amigo está certo. Sou discípulo da espiritualidade de Jesus e de nada mais.

Não sou discípulo da espiritualidade de Paulo e nem de nenhum dos apóstolos, mas sim de Jesus, única e exclusivamente de Jesus. É a partir de Jesus que vejo o que é e o que não é sadio até na espiritualidade dos apóstolos.

Espiritualidade, conforme já tenho dito em muitos livros e textos meus, é aquilo que perpassa a vida, de modo integral, como espírito que qualifica todas as percepções, interpretações, atitudes, e decisões de uma pessoa.

Meu amigo judeu entendeu isto, e tem seu coração aberto para mim e para o Evangelho. Entretanto, muitos cristãos [a maioria], à semelhança dos judeus que perseguiam Paulo por ele ter deixado a “religião judaica”, insistem em não entender o óbvio, apenas porque a ruptura que está estabelecida, agora, já não é mais de livros, textos e de conceitos, mas prática e histórica; e é isto justamente o que os tem apavorado.

No início, ouviam e pensavam: “São os estrebuchos do falido, do caído, do homem sob os escombros!...”

Mas agora que vêem milhares e milhares, e até seus filhos, esposas e netos enxergando o que eles se negam a ver, então, dizem: “Este homem está corrompendo a religião!”

Então, os mesmos que me perseguem por aí, muitas vezes me escrevem cartas de apelo, implorando que eu “volte”, e que pare de criar essa “divisão”.

Que divisão? Sim! Eu quero saber! Qual foi a divisão que eu criei?

O Evangelho só é divisão para os que se perdem, pois, todo aquele que o ama e nele crê, esse, quando o ouve, deixa tudo e diz “amém” à verdade.

Assim, aproveito para informar aos que já sabem, mas não querem admitir que sabem, que o “Caminho da Graça” tem cultos, reuniões, ceia, batismos, ordenações conforme os dons, envia pessoas, sustenta pessoas, e anuncia a Palavra; e faz tudo isso sem ser um movimento da religião, mas sim da espiritualidade segundo Jesus.

Jesus pregava, orava com doentes e oprimidos, ensinava o evangelho e anunciava a chegada do Reino de Deus; além de acolher pessoas, andar com elas, reuni-las e fazerem-nas sentirem-se irmãs umas das outras, e, sobretudo, deixando a elas claro que o maior poder de testemunho que teriam neste mundo viria exclusivamente da capacidade que tivessem de amarem-se umas às outras — “para que o mundo creia”.

Quando [logo depois de minha conversão] deparei com as implicações de Jesus ter sido sumo sacerdote segundo a ordem de Melquizedeque, ato continuo toda e qualquer força que a religião desejasse ter sobre mim, morreu...

Quem crê que Jesus é Sumo Sacerdote segundo uma ordem que transcende a religião de Abraão, crê, daí para frente, não mais em religião, mas apenas em espiritualidade em Cristo, conforme o Evangelho.

O “Cristianismo” é um ente histórico poluído e pervertido demais para ter qualquer poder de influencia de sal na terra.

Insistir nas Cruzadas Cristãs contra o mundo pagão, é ainda pior do que pregar o Islã, por exemplo; pois, pregar uma religião em nome de Maomé é coisa humanamente simples de entender, mas fazer a mesma coisa com Jesus é blasfêmia contra o ser de Jesus.

Desse modo, tudo o que Jesus faz e ensina nos evangelhos é o que nos concerne, e, sobretudo, Seu modo de ser, pois, é da observação de Seu modo de ser e andar que se tem, segundo Ele, a chance de em vendo-o, ver-se também o Pai.

Assim, alegremente reduzo-me a Jesus, e aceito os limites da infinita liberdade, e as contenções do amor, e as cadeias do regozijo, e a impotência dos milagres, e a fraqueza de se enfrentar o inferno apenas com a Palavra.

Isto, hoje, todavia, é loucura para o Cristianismo e escândalo para os Evangélicos!

Mas para todo aquele que crê, esta é a Raiz de Vida que põe seu espigão no cerne mais profundo do discípulo, dando a ele a essencial alegria e gozo no enfrentamento das tribulações que virão sobre todos os habitantes da terra.


Nele,


Caio

22/11/07

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Uma resposta ao ateismo

Amado irmão em Cristo, Caio Fábio:

Graça e Paz!

Andei buscando pelo seu site alguma palavra relacionada ao ateísmo, mas confesso que estou tento dificuldade em achar alguma coisa relacionada a esse tema.

Que resposta você teria sobre a existência de Deus para alguém que se declara ateu, apóia suas convicções nos livros de filosofias humanas e acredita ter neles as respostas para suas crises existenciais?

A Bíblia não discute a questão da existência de Deus (pelo menos no meu precário entender) e os seus ensinamentos partem do princípio da inquestionável existência de Deus, se direcionando àqueles que crêem na existência Dele.

Como conversar com quem não crê, a respeito da fé?

Ou não devemos conversar sobre Deus com essas pessoas?

Naquele em Quem cremos existir,
Flavia
__________________________________

Resposta:


Querida Flavia: Graça e Paz!


Deus não existe. Deus é. O que existe vem do que é. Deus é. Eu existo. O que existe e sabe que existe, deveria saber que vem do Daquele que é. De fato, deveria pelo menos intuir que Dele se deriva. Entretanto, não tem como provar para outros que Aquele que é, existe; visto que Aquele que é, só é porque não existe como existente entre os que existem; pois, se assim fosse, Ele não seria, mas apenas existiria; e por isso, apenas seria. O que existe -, primeiro se torna existente, para então ser. O que é, porque é, é; e cria o que existe. Assim, o que existe sabe de si e pode conhecer Aquele é, mas não tem como prová-Lo a outros que apenas existem, pois, Aquele que é não habita a existência como objeto de prova.

Então, discutir a existência de Deus seria algo tão fútil e pálido quanto discutir se você existe.

Quem olha para você e diz que você não existe, equivale àquele que olha para a Criação, para si mesmo, e para tudo o que a Existência implica, e não vê Deus.

Deus é, mas a criação existe. E existe maior do que qualquer indivíduo existente. Portanto, aquele que olha para o Existente Criado (Cosmos) e nada vê e nada sente, é como aquele que fica diante de você e convoca uma conferência para decidir se você existe ou não.

É loucura? Sim! É! Tanto num caso como no outro!

Ora, em tal caso, quem assim o fizesse, não estaria de fato discutindo a sua (tua) existência, mas sim a sua (tua) aceitação ou não como existente por esse (o individuo discutidor) que se julga o validador do que existe ou não existe.

Nesse sentido a gente vê o sentimento que gera o ateísmo, vestindo-se de antipatia, implicância, raiva, revolta, amargura, arrogância, vaidade, soberba (ou seja: de supremas burrices!) — no trato com o próximo. Sim! Há ateus de Deus e há os ateus de homens — os chamaríamos de a - homens?!

Negar que o próximo exista e seja, é equivalente a dizer: Deus não é; Deus não existe! — e ainda assim se desviar do individuo que não existe como se ele existisse.

Sim! Porque nunca vi um ateu viver até o fim às implicações filosóficas do ateísmo.

Um ateu que se satisfaz com filosofias é um ateu querente, um ateu crente, e crente do tipo obscurantista, posto que ainda é capaz de se satisfazer com as lendas de existência da Filosofia.

De fato, direi rapidamente a você como deveria ser a vida de um ateu engajado e crente (vida curta, porém sincera!):

Um ateu não deve chorar jamais, amar jamais, beijar com sinceridade jamais; se preocupar com justiça, verdade, carinho, amizade, amor, e ódio, jamais; e jamais deveria ter ciúmes, e nem se enciumar de nada; menos ainda se importar com a vida e a morte; e, sob hipótese alguma deveria ter dor de consciência; e jamais sentir-se devendo nada aos céus, à terra e menos ainda aos homens; e sem esquecer-se de que tanto faz qualquer coisa, pois, se não há Deus, não há sentido, não há razão, não há por quê; pois, se não há Deus, o que quer que pela força ou pela inteligência ou mesmo pela maldade se fizer impor (caso assim alguém deseje e consiga) — em nada está sendo melhor ou pior do que qualquer coisa ou qualquer um. Sim! Sem falar que filhos nada mais são, em tal caso, que o produto de nós e para o nosso melhor uso e conforto (afinal, somos inteligentes!), não importando o uso.

Sem Deus, com tudo e com nada; e sem sentido para tudo ou nada; mas, havendo sinceridade, pelo menos levando até as ultimas conseqüências as implicações de uma existência sem Deus — dever-se-ia abraçar gelo na alma, sem alma, sem direito a emoção, sem permissão para dançar, sem licença para amar, sem nada a celebrar ou a chorar; sem chegadas e sem despedidas; sem berços e sem túmulos; sem nada além de nada; e, em caso de honestidade maior, abraçando o suicídio como devoção.

Apresente-me esse ateu (ainda que morto), e o saudarei com respeito. Até mesmo Friedrich Nietzsche não levou seu ateísmo até às últimas conseqüências, posto serviu-se todas as possibilidades que somente num mundo com Deus se poderia ter.
Quanto ao mais, quando não são apenas pessoas sinceramente traumatizadas, os ateus são, em geral, apenas uns vaidosos e entupidos; e que brincam de ateísmo sem saber nem bem quem são; pois, sabem que não sabem viver sem as bênçãos de um mundo que (ainda que morrendo) ainda se levanta para trabalhar e volta para dormir, em razão de que uma leve pulsão de Deus ainda é aceita como essencial para a vida — inclusive pelo seu amigo, amante da filosofia, e que vive a vida com muita ordem, sem saber por quê; e sem nem mesmo achar que existe a necessidade de saber; pois, tal questão não existe na premissa de seu ateísmo alienado.

Assim, valorize o ateísmo dele e você estará dando pirulito pro menino!

Não faça isto!

Ele brinca disso. Esse é o joguinho do bichinho. Não faça isso não. Ele é só grandão, mas é menino. Não se troque com ele. Você é adulta. Não entre na criancice.

Está na hora delezinho ficar sem a chupeta; e a sem platéia. Chegou “a hora” dele jogar o “pipo” fora.

Deixe o ateu ser ateu. É assim que é. Até que ele tenha que deixar de se distrair brincando de ateísmo, e, assim, se dês-trair em seu próprio engano.

Portanto, toda vez que ele puxar este assunto, diga a ele pra parar de ser chato que nem um crente chato; desses que ficam enchendo a paciência dos outros com suas filosofias (doutrinas) e suas insistências fanáticas.

Quase todo ateu tem grande vocação religiosa, frustrada ou traumatizada — mas quase sempre tem.

Assim, digo:

Não se preocupe em provar Deus para ninguém. Seu único discurso sobre Deus é viver Deus com tanta certeza em fé, que nenhum ateísmo seja sequer por você reconhecido, do mesmo modo que você não perde tempo provando sua existência para ninguém que vendo não aceite o que vê: você.

Deus se entende com os crentes, por que não se entenderia com os ateus?

Fique tranqüila!

Pior do que eles são os que dizem crer. Afinal, até o diabo crê; e treme. Mas há os que dizem crer, mas que não temem. A esses, digo: exorte, pregue, e profetize; pois são eles os que de fato fazem mal ao que Deus chama de verdade entre os homens. Sim! Em geral é por causa destes que aqueles em existem; ou melhor: se manifestam.

É isto que penso!


Receba meu carinho e minhas orações!


Nele, que é; e pronto!



Caio

25/06/07
Lago Norte
Brasília